quinta-feira, 3 de março de 2011

Despedida


Bem pessoal, como já sabem agora é definitivo, vou embora para minha terra natal. Deixarei uma parte da minha família, todos os meus amigos e com certeza, um enorme pedaço do meu coração aqui.
Agradeço por todos os momentos vividos em Cuiabá, esse lugar que me acolheu, que foi minha casa, onde fui criada, tudo o que vi e sei, consegui aqui.
Agradeço pelos meus amigos, que estiveram ao meu lado e aqueles que nem sempre puderam estar lá, só quero que saibam que todos têm um lugar especial em meu coração e nunca, esquecerei o que vivi nessa terra que faz o maior calor. Nem mesmo as dificuldades serão esquecidas e com certeza serviram para me ajudar a amadurecer.
Hoje me sinto feliz em dizer que morei em Mato Grosso, é a terra de pessoas hospitaleiras, pude aprender na prática o que é isso e amanhã mostrarei para aqueles que encontrar pelo caminho.
Não sei se posso dizer que estou feliz ou triste, mas sei que estou com os dois sentimentos e vocês sabem o porquê, alias, estou com uma pontada de medo também, o novo, o desconhecido sempre nos amedronta no inicio, não é mesmo?
Só peço, torçam por mim, que torço por todos que passaram pela minha vida, não guardo inimizades, mas mágoa não da para apagar, só o tempo cura essas marcas e acreditem, não influencia no carinho que tenho por vocês.
Sei que para alguns a minha ida será sofrida e saudade é inevitável, sinto todos os dias por ter que fazer isso, mas cada um segue o caminho que acha ser melhor, nada como arriscar.
Sinto por ficar longe da minha mãe depois de 17 anos tendo ela como meu porto seguro, minha amiga, meu exemplo, minha deusa. Sinto por ficar longe do meu irmão Jhou, apesar das brigas, eu o amo e nos tornamos tão amigos, companheiros e confidentes. Sinto por ficar longe da minha vovó, pois tenho certeza que ela sentirá tanto a minha ausência, pelas minhas tias, que junto com a minha mãe me educaram e criaram, oferecendo tudo o que era possível. Sinto por ficar longe da minha Pretinha, essa coisa fofa, linda, inseparável, minha filhinha e minha cadelinha assanhada. Sinto por ficar longe dos meus amigos do peito, de alma, aqueles que são como irmãos, mas que foi Deus que os colocou em minha vida.
Enfim, deixa eu parar por aqui, já esta ficando meloso demais.
Espero cada um de vocês em minha casa lá em Uberlândia. Beijos!

domingo, 27 de fevereiro de 2011


Não goste do amor, goste de quem te ame, alguém que te espere, alguém que te compreenda mesmo nos momentos de loucura. De alguém que te ajude, que te guie, que seja seu apoio, tua esperança, teu tudo.
Não goste do amor, goste de alguém que não te traia, que seja fiel, que sonhe contigo, que só pense em você, que só pense em teu rosto, na tua delicadeza, no teu espírito e não no teu corpo, nem em teus bens.
Não goste do amor, goste de alguém que te espere até o final, de alguém que sofra junto contigo, que ria junto a ti e enxugue suas lágrimas. Que te abrigue quando necessário, que fique feliz com tuas alegrias e que te dê forças depois de um fracasso.
Não goste do amor, goste de alguém que volte para conversar com você depois das brigas, depois do desencontro. De alguém que caminhe junto a ti, que seja companheiro, que respeite tuas fantasias, tuas ilusões. Goste de alguém que te ame.
Não goste do amor, goste de alguém que sinta o mesmo sentimento que você.



Autor: Desconhecido.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Partida


Depois de um tempo tudo acaba. Não que os amigos sejam esquecidos ou as coisas vividas sejam apagadas, mas a gente muda, as pessoas mudam e seguimos nosso caminho, fazemos o que temos em mente, colocando em prática nossos planos.
Mudamos de casa, de bairro, de cidade, de estado ou até mesmo de país. Buscamos o que queremos ou o que achamos que nos é melhor e fazemos da melhor forma que encontramos. Deixamos pessoas queridas e que realmente amamos, são alguns dos sacrifícios que encontraremos no caminho, mas a esperança de que seremos recompensados nos ajuda, pois estamos mudando algo.
O desconhecido sempre irá nos assustar, não sabemos o que encontraremos logo ali na frente, não sabemos com qual tipo de pessoa teremos que lidar. Deixar seu porto seguro, o lugar onde você cresceu, que conhece como sua casa, não é fácil. Afastar-se da família e dos amigos é a parte mais dolorosa, ficar longe daqueles que são seus, também não é fácil, mas quem disse que seria, não é?
Arriscar, essa é palavra, melhor tentar do que ficar com aquela duvida para sempre, é assim que penso e é assim que faço, sei que não será mais a mesma coisa, partirei deixando meu coração aqui e carregando as melhores lembranças da minha vida, sonhando com um futuro incerto, cheio de sonhos que anseiam por realizações.
Muito tempo passou desde a ultima vez, mas não terei medo, estarei em casa de certa forma, só sei que a magia de algo novo esta batendo em minha porta e não quero desistir ou deixá-la escapar, irei e prometo contar como o bater do meu coração vai estar.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O peso da camisa do Corinthians


Jogar no Corinthians é diferente. Não é como uma paixão adolescente descartável, tampouco uma daquelas certezas que possuíamos naquela época. É amor inconteste, é a alma gêmea com a qual sonhamos desde que a testosterona toma conta do nosso ser. Jogar no Corinthians é respeitar uma cultura, um povo, uma nação. É ter em conta que em cada segundo de nossas vidas é para servir a uma causa e não para dela usufruir. Jogar no Corinthians é como ser convocado para a guerra irracional e jamais duvidar que ela é a mais importante de todas as que existiram. É ser sempre chamado a pensar como Marx, lutar como Napoleão, rezar como o dalai-lama, doar a vida a uma causa como Mandela e chorar como criança.

Chorar de puros sentimentos, daqueles que arrepiam ao simples tocar da pele. Chorar de raiva inexplicável, quando sabemos que somos mais fracos e impotentes. Jogar no Corinthians é ser como todos os que nos assistem, é sentir a dor lancinante de estar longe dos que amamos, é ter certeza que ali, em campo, representamos muitos que lutam cada segundo para sobreviver no mais inóspito mundo, onde são a todo o momento agredidos, massacrados e cuspidos.

Jogar no Corinthians é ter coragem de enfrentar a massa, de colocar a cara para debater, discutir e explicar. Para jogar no Corinthians, não há espaço para passeios nem relax, o amor ao clube não deixa dormir. É uma honra infinita e, como tal, exige respostas, exclama respeito e compromisso. Jogar no Corinthians é saber o que é ser brasileiro, é alimentar uma família e a si mesmo com um mísero tostão, é andar horas, séculos, milênios em vagões imundos e porcos, sem que uma única voz se levante para nos proteger ou ao menos nos defender. Jogar no Corinthians é ir ao banheiro mais sujo do mundo por amor a uma bandeira.

Essa paixão não permite fugas, esconderijos, falsidades. É necessário ter coragem de representar o que de mais rico nós temos e de apresentar mais que atestado de bons antecedentes. Jogar no Corinthians é possuir uma declaração de honraria, ainda que seja válida por poucas semanas. Não é só suar a camisa, é sangrar até a morte. É parar de respirar quando uma derrota nos derruba sem direito a desfibrilador algum. É nunca rir da desgraça que provocamos (até porque jamais saberemos o tamanho dela).

Jogar no Corinthians é colocar alma e coração antes do bolso ou do futuro, e colar o supercílio com uma cola qualquer quando ele se mete a chorar de dor vermelha. Jogar no Corinthians é adormecer com o filho querido, é sentir o pulsar de seu pequeno coração, é abreviar a dor quando ela se estabelece. É saber o que é a sociedade no pleno sentido da palavra.

Espera-se de quem joga no Corinthians uma postura altaneira e respeitosa, uma correção de conduta em relação aos anseios do povo que lá os coloca, endeusa, acaricia. Uma nação que tudo oferece aos jogadores que possam retribuir a confiança. Jogar no Corinthians exige um sentimento de brasilidade, de reconhecimento da extrema miscigenação existente nas arquibancadas, em cada mesa de bar, nos ônibus lotados de suor e sofrimento, para que se consiga responder às questões básicas colocadas na camisa alvinegra. Ser corintiano é, como disse o extraordinário Toquinho, “ser um pouco mais brasileiro”. Eu, por outro lado, digo: negros e brancos construindo uma nação.

Nada se compara ao Corinthians nesta terra chamada Brasil. Aqui, japoneses, árabes, mongóis, siberianos, italianos, bolivianos – além dos nordestinos – e até os originários de estados rivais se irmanam, dão-se as mãos, sofrem em comunhão. Gritam em êxtase a cada vitória por menos importante que seja, como se cada vizinho fosse mais que irmão, pai, mãe. Ou, quem sabe, ele seja realmente um representante de suas famílias distantes ou ausentes, inventando uma nova e substituta, formando uma gigantesca rede de genomas humanos com o mesmo DNA. Muitos não entendem a reação da torcida, mas é a que conhece.

Antigamente, se jogavam ovos e tomates nas péssimas apresentações artísticas. Hoje, jogam-se pedras, não nos artistas, e sim na falta de verdade na relação existente. E na instituição protegida pela armadura de um ou mais veículos e da guarda policial.


Por: Sócrates é comentarista esportivo, foi jogador de futebol do Corinthians, entre outros clubes, e da seleção brasileira.
Fonte: http://www.cartacapital.com.br/destaques_carta_capital/o-peso-da-camisa-do-corinthians

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

É preciso ...


Sabe quando você esta rodeada de pessoas e sua vida esta sempre animada, mas no fundo é como se você estivesse só no mundo e sem ter o que fazer? Sim, eu sei que isso é clichê, é comum ouvir as pessoas dizerem, mas é incrível o tanto que essa situação pode se tornar real. Muitas vezes não queremos aceitar, fingimos estarmos bem, realizados e completamente felizes, mas sabemos que estamos vivendo a felicidade dos outros e só sua alma sabe o quanto essa “felicidade” não faz parte de você, e de alguma forma, perceberá que tudo não passa de uma mentira.
Sentada aqui no chão do fundo da minha casa pensei sobre isso, olhando para a lua, esses pensamentos invadiram minha mente, sei que ouvi algo sobre drogas no rádio e um carro na rua tacava algo sobre amores, já no meu quarto, em frente ao computador minha mãe e minha avó riam das fotos tiradas na ultima viagem e se perguntavam como nós jovens temos coragem de fazer tantas coisas, pois para elas é tudo tão radical. Sei que nem elas estão realmente satisfeitas com a vida que levam ou com os problemas que elas têm de enfrentar todos os dias, mas estavam lá, rindo do pouco que era oferecido.
Agora, no meu quarto ouço algumas músicas de Mr. Big, confesso que adoro o som deles e viajo ouvindo, entrando em um estado materializado por mim, se tornando único ao meu modo. Confesso também que não sei bem o que estou fazendo aqui, mas queria estar aqui, precisava estar.
Nos últimos meses a felicidade não esteve tão presente em minha vida, mas não reclamo, sei que é assim que tem que ser. Um amigo me disse certa vez que cada um tem sua história, que para cada pessoa o caminho é diferente e muitas vezes, a dor pode ser alta, acabei percebendo que é isso que faz a diferença na vida de cada um, o que viveu, o que aconteceu e mesmo que não aceitemos, o que sofremos é o principal, afinal, todos nós sabemos que é daí que tiramos boa parte do nosso aprendizado e crescimento.
É aí que voltamos à pergunta inicial, quem nunca se sentiu só assim? Acho que todos já tiveram seu momento de solidão em um mundo tão cheio, é assim que nos formamos e nós tornamos o que temos que ser, nada é um mar de rosas, nada é tão perfeito e nada é tão bom quanto à sensação de descoberta, descoberta do seu eu e do seu lugar nesse mundo.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Retrospectiva


Acabou, mas esse não é o fim. Agora é o início de um novo ciclo, decisivo e duradouro. E quando este acabar, algo novo se iniciará. É assim, ciclo após ciclo, sempre havendo uma ligação. Não há o que temer com relação ao futuro. Quem teme o que está por vir nunca terá coragem suficiente para prosseguir. O jeito é ir em frente, no final de cada trajetória terá uma nova estrada, onde novos caminhos serão traçados, novas pessoas encontradas, novos amigos feitos, novas brigas e discordâncias acontecerão, tudo servirá para marcar as fases, os ciclos.
É claro que não dá para simplesmente esquecer o passado, se somos alguém hoje é devido às escolhas feitas antes. Cada pessoa que entra em sua vida, cada medo, problema, barreira, risos, festas, choros, tudo te molda, te faz ser o que é. Fazem parte da sua criação, do que você será, do que se transformará.
A saudade de tudo o que nos aconteceu sempre teremos, não dá simplesmente para apagar o que fomos e o que vivemos, é claro que os momentos difíceis, serão lembrados poucas vezes, afinal, eles serviram para acertamos os nossos erros, mas os felizes, esse sim serão recordados com lágrimas e com aquele famoso aperto no coração. Alguns dos que foram seus amigos se distanciarão e só as fotos poderá ajudar a relembrar de como foi maravilhoso tê-los do seu lado, de como cada ida ao shopping era única e extremamente divertida.
O segundo passo é o reflexo do passo anterior. Uma questão de ação e reação. Um ano seguinte é dependente de seu antecessor. Cada ato deixa marcas, positivas ou negativas, estampadas. São as conseqüências que temos por cada decisão tomada, por impulso ou consciência, que arcamos.
Tivemos atitudes e nos posicionamos quanto ao mundo que nos cerca nesse curto período de 12 meses. Curto sim, se analisarmos quanto tempo tem a Terra ou o universo, e é tão grande perante a vida de uma simples borboleta. Assumimos necessidades, renunciamos as vontades e colocamos nosso futuro em jogo, como num jogo de xadrez. Sabemos que tudo o que ontem e hoje foram feitos terá um impacto, mas não sabemos como, quando ou até mesmo onde será.
Partidas e chegadas ocorrem a todo o momento, em todos os lugares do mundo. Uma ocorre em conseqüência da outra. A verdade é que quando corremos em prol de algo, não podemos, até mesmo porque não conseguimos esquecer o que houve. As marcas, positivas ou negativas, sejam elas amizades ou discordâncias, estarão sempre ali, estampadas, seja noite ou dia, perdurando por todos os anos de nossa vida, ou quem sabe de outra, se ela existir.
Um retrospecto de tudo nós fazemos a cada final de ano, pois a certeza de que novas coisas passaremos nunca nos abandona. Lembrar de 2010, é lembrar de amigos, provas, ralação, brigas, choros, encontros, desencontros, amores e desamores. É lembrar de festas, de noites passadas em claro na casa de algum amigo, sentados formando uma roda, cheia de assuntos, risadas e “putarias” ou de noites passadas em claro estudando para aquela prova que tanto me deixou preocupada, mas é claro que no final tudo valeu a pena, todo o esforço e sacrifício, e só agora vemos os resultados.
Por fim, quero ressaltar que tudo que somos hoje um pedaço do que todos os que passaram em nossas vida representaram para nós. Não temer o futuro é fundamental para o crescimento do ser e da alma, mas esquecer o passado é querer dizer que você não tem história para ser contada, não tem experiência a ser compartilhada e não tem momentos pelo qual vale à pena perder uma tarde relembrando.
Viva, relembre, chore, curta o retrospecto feito por você e não se esqueça de que ninguém é tão alguém que não precise de ninguém!

domingo, 26 de dezembro de 2010

Mude...


Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa, mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por um tempo o estilo das roupas.
Dê os seus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira para passear livremente pela praia ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche gavetas e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama, depois, procure dormir em outra cama.
Assista a outros programas de TV, compre outros jornais, leia outros tipos de livros.
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia em uma outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas
cores, novas delícias.
Tente o novo todo dia, o novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor, a nova vida.
TENTE!
Busque novos amigos. Faça novas relações.
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome um novo tipo de bebida, compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado, outra marca de sabonete, outro creme dental, tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus.
MUDE!
Lembre-se de que a vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar outro emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as. Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa se possível sem destino. Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores de que as já conhecidas, mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia.
SÓ O QUE ESTÁ MORTO NÃO MUDA!


Corrigindo ...
Autor: Edson Marques.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

:)

O outono toca realejo
No pátio da minha vida,
Velha canção, sempre a mesma,
Sob a vidraça descida...

Tristeza? Entanto? Desejo?
Como é possível sabê-lo?
Um gozo incerto e dorido
de carícia a contrapelo...

Partir, ó alma, que dizes?
Colher as horas, em suma.
... mas os caminhos do Outono
Vão dar em parte alguma


Autor: Mario Quintana

^^'

Não macule meu silêncio.
Ele é sagrado tanto quando minha solidão.
Respeite meu jeito de sentir e ser, pois respeitarei sua individualidade, mas acariciarei sua amizade.
Não perca tempo com mesquinharias, não serei atenta ao irreal.
Meu sangue pulsa, meus olhos brilham ...
Tenho um coração!


Autora: Cida Luz

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Uma singela homenagem ...


Ufa! Três anos se passaram e agora temos direito de selar de uma forma especial.

Após muita leitura nas aulas da Lui, muita tensão nas provas de Biologia e Química, algumas contas insuportáveis nas aulas de Matemática e 400 horas de Estágio Obrigatório aqui estamos nós. Concluímos mais uma etapa de nossas vidas. Entre lutas e discussões nos salvamos. Foram vários finais de semanas perdidos, noites sem dormir, refeições mal feitas, dias inteiros passados na escola e broncas de professores por não ficarmos quietos.
Estudar no Cefet foi intenso, inexplicável e incomparável. Assim foi esse tempo em que estivemos unidos. Um período no qual descobrimos o mundo: estudamos, brincamos, aprendemos, sorrimos todos juntos, alunos, funcionários e professores. Vivemos intensamente muitos momentos alegres, produtivos, positivos e inesquecíveis. Momentos esses que sabemos que permanecerão em nossas vidas, como uma marca muito agradável em nossos corações. Cativamos e fomos cativados.
Responsabilidades aprendemos a ter. Responsabilidade com nossas palavras, com nossas atitudes, com toda a nossa vida. Responsabilidade, ao contrário do que muitos dizem, é liberdade. Liberdade de escolher nosso próprio caminho e de defender de maneira racional interesses em prol da coletividade, pois tivemos verdadeiras lições de uma arte chamada companheirísmo. Liberdade de trilhar veredas possíveis e impossíveis. Escolher o destino. O futuro. Nossa escola nos preparou para isso. O que somos hoje é, em grande parte, fruto do caminho percorrido.
Tivemos a oportunidade de conviver com todos os tipos de pessoas. Dentre elas, muitos alunos destacaram-se. Alguns como questionadores, outros pela capacidade de expressão e liderança, outro pela organização e pontualidade. Há também aqueles que foram verdadeiros exemplos de dedicação e persistência. E como não poderia faltar, aqueles responsáveis por alegrar todas as aulas e motivar os amigos.
Ahh, as amizades… Essas, não precisamos nem comentar, pois sem dúvida são sinceras repletas de carinho e dedicação. E a todos esses queridos amigos com quem não conviveremos mais diariamente nessa nova fase da vida, só temos a dizer muito obrigado. Até mesmo nos momentos de adversidade, aprendemos. Aprendemos a ser mais humildes e a trabalhar em equipe.
Portanto, se durante esses três anos você não quis pular na piscina escondido, matar uma aula, pedir para o professor tirar sua falta, aprender a jogar truco, responder aquela pergunta, só para dar um de “nerd”, conversar durante a aula, tomar bronca, sentar na cantina para tomar coca-cola ou simplesmente, para ficar conversando, perdeu! Agora, se você fez tudo isso e com muito orgulho, curta a saudade, reencontre os amigos e professores e lembre-se que essa foi uma das melhores épocas da sua vida. Pois os momentos e as pessoas são únicos.
O mais importante na escola que estamos deixando agora não são os conteúdos estudados e eventualmente aprendidos, embora eles bem sejam úteis, muito menos as notas, este câncer que insiste em permanecer nas escolas. O mais importante foram às amizades que nós construímos aqui, as alegrias e também as tristezas partilhadas, as competências desenvolvidas no ato de viver em colaboração e de agir com solidariedade.
Para finalizar, gostaria de enfatizar que esse momento não é um momento de tristeza porque estamos nos despedindo. Esse é um momento de reflexão e de aceitação. De olhar para frente, é um momento de admitir que a vida de cada um de nós é feita de fases, afinal, tudo muda. O mundo muda e nós também mudamos. Amadurecemos. Não devemos nos entristecer porque as coisas acabaram, e sim agradecermos porque elas existiram. Aliás, nada aqui acabou, muito pelo contrário, esse é somente o começo, o ponto de partida para uma geração com vontade e disposição para mudar as coisas. Mudar a própria sina, mudar a realidade que nos cerca. Chegou à vez dessa geração, da nossa geração, mostrar para o mundo lá fora que tipo de ensinamento que recebemos. Chegou a hora e a vez de mostrar nossa cara, mostrar que o Cefet, pois sim, para nós será sempre Cefet, não é só uma escola, é também nossa casa.
Hoje agradeço profundamente por ter entrado aqui, pois tive a oportunidade de conhecer todos vocês e que por mais que não tenhamos intimidade com todos, é claro que jamais esqueceremos um dos outros, afinal esse três anos foram marcantes na vida de cada um e ficarão para sempre em nossas lembranças.
Se possível destacaria uma característica de cada um, mas não sei se conseguia dizer tudo, pois nada consegue resumir o que foram esse três anos convivendo com vocês. Só quero agradecer por todos os dias, por todas as histórias divididas, pelas rodas de truco, pelas colas nas provas e mais ainda, pela amizade de cada um, que com certeza guardaremos para sempre.
Sei que todos têm algo para dizer, pois a cada corredor, a cada banco, a cada beco e a cada metro quadrado da escola histórias foram construídas, todos temos uma época que marcou mais, um amigo que chamou mais atenção, uma festa que é sempre recordada. Enfim, falar de Cefet é falar de companheirismo, de amizades, de farras e de união.
Obrigada gente por tudo e se me perguntassem se eu gostaria de mudar alguma coisa nesses três anos, se trocaria de turma, eu diria que não com toda a certeza, pois com vocês os dias sempre foram os melhores, pois saber que a cada dia veria vocês e que poderia proporcionar novos sorrisos e histórias, não tinha e não tem preço.

Obrigada turma, obrigada 7631.3 A!