Mostrando postagens com marcador Bruna Saramago. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bruna Saramago. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Eu, você, nós.

O que mais me dói ao pensar na morte, é (tentar) imaginar passar a eternidade sem você. 
Dói tanto e tão naturalmente as lágrimas rolam pelo meu rosto. 
Dói tanto que uma angustia enorme toma conta de mim. 
Dói tanto e ao mesmo tempo me faz querer viver tudo tão intensamente com você. 
Cada dia é único, mesmo estando dentro de uma rotina. É maravilhoso, mesmo sendo simples. É radiante, simplesmente porque eu posso contemplar seu sorriso ou até mesmo quando não sorri, pois posso segurar na sua mão e ter a certeza de que é você quem eu quero. É você quem eu amo. É você quem complementa a minha vida e me faz ser a mulher mais feliz do (meu) mundo, pelo simples fato de olhar para mim e sem uma só palavra, dizer que sou única para você.
As pessoas erram. 
Erram quando dizem que é para sempre. 
Erram quando acreditam que alguém é o amor da vida dela. 
Porém, amam e quando amam, amam intensamente e amam muitas pessoas. Mesmo quando amam erram por achar que viveria com ela até o fim, mas são capazes de amar novamente e mais intensamente, até acertar na escolha da pessoa para passar o resto de suas vidas. 
Sou convicta na minha “escolha”. 

Eu te amo, meu menininho fugitivo da apae!

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Seres sem Alma.

Zumbis. Seres depravados e depravantes. Eles que tem a carne morta, um corpo esquelético, com aqueles dentes deformados, assim como todo o resto de sua “vida”. Presos por toda a eternidade em sua sede de carne fresca, cheias de sangue. Perambulam sem destino e sem objetivo, querem você e tudo o que acompanha o seu corpo. Estamos todos presos a algo. Mortos. Em estado de putrefação da alma, do ser do intimo e do coração.
“Estamos fugindo, procurando abrigo para passar a noite, pois parar por mais tempo que isso em um lugar, é querer chamar a atenção dos corpos sem alma que se rastejam por aí. Procuramos mantimentos em supermercados e conveniências abandonadas, já não sabemos o que é comer uma comida fresca, feita na hora, os enlatados se tornaram o nosso maior, principal e único alimento. Não sabemos até quando vai dar para sobreviver nessas condições. Procuramos combustível, mas os postos estão secando, assim como tudo o que era vivo neste planeta. Pegamos uma estrada, não me lembro mais para qual cidade ela leva. Avistamos uma cidade, vamos (tentar) entrar. Há muitos carros parados na entrada/saída da cidade. Espere, o que é aquilo? Um trailer de lanches ativo? Tem um humano lá dentro! O que ele espera, que pessoas vão até lá comprar um cachorro-quente? O silêncio é demais. A desconfiança cresce. CORRAM, CORRAM, ELES ESTÂO VINDO! Fugimos novamente, sem a chance de procurar mantimentos ou combustíveis e os zumbis estão lá, se deliciando com o sangue alheio...”
Sonho maldito!

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Tons.

Rotina rotineira. Final do inverno, quase início da primavera e mais parece que estamos no outono, não porque o clima esta ameno ou qualquer coisa do tipo, mas porque as árvores estão despencando suas folhas (como nós despencaremos sem vida um dia) e as que permanecem intactas, o tom é de um amarelo desbotado ou um bege sem tesão. Parecem sem vida, igual à rotina e igual ao coração de muitas pessoas. Cadê o verde, natureza? Cadê os tons vivos que mentalmente e aparentemente representam vida, vibração e beleza? Até esses tons estão apagados, como a alma daqueles que andam sobre essa superfície rochosa. Ouço gritos de socorro em cada olhar que cruza com o meu. Uns querem socorro financeiro, outros socorro amoroso, mas há uns especiais que desejam socorro espiritual. E o que posso fazer? Busque os tons vibrantes nos tons apagados da sua alma e descubra você mesmo o que pode ser feito e como dá para continuar em cima dessa superfície rochosa, sem cair bege e sem vida em cima da grama verde.

sábado, 11 de agosto de 2012

Estupides.

Um erro. Um “esporro”. Um momento de raiva. Uma decepção. São situações presentes diariamente em nossa vida. Como é fácil nos decepcionarmos com pequenas coisas, nos decepcionamos até com nós mesmos. Como é fácil passarmos raiva, principalmente quando somos confrontados, quando algo não é feto do jeito que queremos, quando uma coisa é dita e ela não nos agrada. Como é fácil dar e receber um “esporro”, todos estão prontos para julgar, criticar e falar mal. Se brincar, temos todos os tipos de “esporros” preparados e na ponta da língua, só para serem jogados na cara de quem acharmos merecer ou serem jogados na nossa cara, afinal, você não é só o caçador, há dias que se tornará a caça. Errar. Como é fácil. Humanos imperfeitos que não aceitam tal imperfeição. Cheios de si. Cheios de crenças, de superioridade. Cheios de “achismos”. Se colocam sempre em primeiro lugar, eu isso, eu aquilo. Não sei se seria mais fácil, mas penso que é mais “digno” acreditarmos que somos imperfeitamente perfeitos, cada um dentro da sua imperfeição, é capaz de agir na perfeição. Entretanto, querem acreditar que perfeição é não agir na imperfeição, abrindo mão do podem fazer de melhor, sem superioridade. Erram estupidamente! “Eu que já não sou assim, muito de ganhar. Junto às mãos ao meu redor, faço o melhor que for capaz, só para viver em paz.” (O vencedor – Los Hermanos) Me basta neste mundo de superioridade extremas, de achismos loucos e de comodismos internos, viver em paz dentro dos meus ganhos imperfeitos. “Um dia me disseram que as nuvens não eram de algodão.” ~ Vivemos uma mentira constante.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Alecrim

Um campo aberto. Árvores altas em alguns lugares. Um rio com queda d'água. Um abraço simples. Uma borboleta. Um indígena. Um amor. Uma união surpreendente e uma história sem fim. Uma metáfora mal feita em uma realidade apaixonante. Vivendo e Realizando. Vivendo a nossa realização. Boa noite!

terça-feira, 6 de março de 2012

Fantasia


Tic – tac, tic – tac, o relógio na parede do meu quarto canta. Eu deito na minha cama apreciando esse som, fecho os olhos e meus pensamentos voam para longe dali, encontrando vários rostos que não reconheço, a meia que esta no meu pé não o aquece e o gelar dos dedos me leva a um lugar idealizado em meus sonhos. O lugar é frio, a neblina começa a cobrir tudo quase que instantaneamente, os tons vivos e vibrantes se transformaram, tudo esta preto e branco.
Alguém passa correndo por mim e esse alguém sou eu. Estou vendo meu próprio reflexo em um sonho, onde aparentemente eu participo duplamente, isso é possível? Quem poderá dizer que não, afinal, se trata do meu sonho, minha mente comanda tudo. Pode chamar de fantasia, loucura ou insanidade não me importa.
São tempos difíceis, tudo parece estranho, algumas certezas carrego comigo, mas ainda me sinto confusa e não nego. Um sonho real (para mim), ainda sinto o gelar dos dedos. Não vejo mais as cores. Pessoas estranhas estão por perto, mas e eu? Eu estou correndo, desesperada, perdida, estou à beira da loucura e nada posso fazer.
Vejo um penhasco, uma brisa suave passar pelo meu rosto, jogando aos poucos meu cabelo para trás, sinto uma enorme vontade de pular, para poder desfrutar pelo menos um pouco daquela sensação de liberdade e quem sabe assim as coisas mudam para mim. Eu pularei. Eu pulei. Eu voei. Eu me libertei e por fim, eu acordei. Acordei, mas não sei onde estou, quarto estranho, pessoas estranhas, alguém toca em mim, novamente volto a dormir, não me importa mais nada agora, a verdade foi descoberta, todos os estranhos ali estão na mesma situação que eu. Estamos todos mortos, finalmente.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Retrospecto dos meses



Janeiro: férias, amigos novos, mãe, irmão, viagem, lugares legais, praia, novas paixões, familiares distantes e nova visão das coisas.

Fevereiro: continuação das férias em casa, revendo os amigos, saindo, brigando, mudando o meu caminho e encontro com o João, meu padrasto.

Março: mais decisões, volta as aulas na minha antiga escola, encontro com o meu irmão Rogério, despedidas, conversas, choros, compra da passagem, mudança para Uberlândia - MG, família e festa.

Abril: encontros e desencontros, projetos, desespero, familiares doentes, tristeza, nostalgia, azar, má sorte e papos pelo msn (amizade com escravos pantaneiros).

Maio: esperança, prova, resultado da Universidade, decisões, problemas, choro, mais problemas, revolta, aniversário, uns foda-se, família inútil, briga, caminhada, namoro a distância, bebedeira e truco.

Junho: desistindo da faculdade antes mesmo de começar, problemas, uma decisão definitiva, brigas, meu aniversário, o pior de todos, cunhada solidária, vinho, ligações, dormir, compra de passagem, volta para Cuiabá, dia dos namorados, tristeza, amor pela minha mãe e revendo amigos.

Julho: prova, cursinho, amigos, coisas mais suaves, algumas decisões, poucas ações e como de costume, problemas, principalmente familiar.

Agosto: fiquei doente, muito doente, aulas noturna, amizade colorida, momentos felizes, festa, morte, desespero, perda de um grande amigo, choro, aniversário, tristeza e os problemas persistem.

Setembro: vou me mudar novamente, depois do enem, fim do namoro, mais tristeza, mais choros e mais problemas, fiquei doente mais uma vez, cancelamento das aulas noturnas, estudos, foco, aniversário da minha mãe, coisas aparentemente melhor.

Outubro: decisões, vou para São Paulo, brigas, medo, insegurança, amigos, festa, aniversário do Jhou, prova do enem, dor de cabeça, arrumar as malas, ir ao shopping, chorar de rir, não querer partir, voo, finalmente em São Paulo, conversa pelo msn.

Novembro: prova, passei no vestibular, matricula, outros problemas apareceram, me apaixonei, fiquei doente, chorei, tomei injeçãoes, papo sério com um amigo, alguns conflitos, superação, felicidade, chuva, mais felicidade, estou enrolada com ele, estou em Atibaia, é definitivo, ele vem para SP, de volta para PG, pessoas brigando, falta de dinheiro , medo, quero minha mãe, saudade e ansiedade.

Dezembro: ele chegou, foi lindo! Oficialiazamos o namoro. Corinthians campeão, "aí que delícia!" Aproveitando cada momento, probleminhas, risos, sim, eu o amo, fome, sexo, remédio, 1 mês, comida finalmente, praia, sair, fotos, tristeza, ele se foi. Problemas, problemas e mais problemas aparecendo, superei, engoli sapos, dei banho em um cachorro, fiquei sem comer, véspera da véspera do Natal (23), praia, calor, sol, suor, protetor solar, água doce, água salgada, areia, casa, véspera de Natal (24), praia novamente, mais calor e mais sol, torrando, fiquei vermelha, cor do pecado, ceia, tristeza, nostalgia, sentindo a ausência de duas pessoas, volta para casa, briga, choro, taquei o foda-se, dormi mal, falei com mamis, decicões, Natal (25), fiz as malas, sai de casa, me refugiei na casa de um amigo, fui para Atibaia, família, criança (1 ano e 2 meses), sorrisos, me sinto melhor, saudade esta grande, final de semana será a virada do ano, festa e bebedeira, sentirei falta dela (mãe), dele (namorado) e deles (amigos).

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Pensamentos


Hoje, meu pensamento voou de encontro ao seu, mas no lugar dele encontrei você, em sua forma humana, sentado no escuro da noite em sua sacada, pensando, respirando, sobrevivendo. Quis te abraçar, mas não pude, afinal, era só o meu pensamento que estava ali, apenas te observei e ri, senti e vi você crescendo dentro de mim. Foi forte e bom.
Você andou até sua cama e eu estava lá, ao seu lado, deitada, você não me via e nem se quer imaginava que estaria ali, simplesmente sentiu e adormeceu. Te vi dormir, te vi sonhar, te vi sorrir.
O amanhecer já queria bater em sua porta, significando que a minha hora estava chegando, teria que voltar para mim, para a minha realidade longe de ti, teria que te deixar, eu não quis, resisti e chorei.
Estar ao seu lado era o que mais me importava naquele momento, porém uma força maior agiu em mim, eu voltei, estava em casa, sozinha, como todas as outras noites, dos meus olhos uma lagrima escorria. Eu queria ser única para você, queria fazer você acreditar nisso.
A lembrança de ter deitado contigo permanecerá em minha cabeça o resto do dia, a lembrança de algo que não aconteceu, a lembrança de um sonho, de um desejo.


Hoje, quando fui dormir, deitei e senti seu pensamento se deitando comigo, simplesmente senti, sorri e adormeci, com a certeza que você estava ali.

sábado, 5 de novembro de 2011

Vamos jogar um jogo?


Não somos nós que decidimos nada, apenas achamos que isso acontece. A vida brinca com a gente, com o que queremos, com os sentimentos e com os nossos sentidos. Chegamos ao limite muitas vezes, mas nunca paramos.
Nem sempre buscamos essas coisas, mas elas surgem e por quê? Para mascarar algo, para desenrolar outro nó ou simplesmente, para nos maltratar.
Como eu odeio a distancia, ela me impede de concretizar desejos, vontades, sonhos, de saciar a saudade, me impede de poder viver “isso” (que eu ainda não sei o que é), “isso” que eu só descobri ou só senti por causa dela. (agora eu te adoro dona distancia) ~inconstante eu? Mera impressão sua~
Brincalhona, brincante, esperta, malandra, não sei, só sei que ela (vida) brinca e joga comigo. Joga da forma mais suja, blefando e me enrolando, mas sinceramente, eu não ligo, eu até gosto e sabe por quê? Porque da um gostinho diferente a tudo, da UP nas sensações ainda desconhecidas, me da tesão, me da vontade de continuar e quem sabe um dia, eu ainda consiga vencer esse jogo, onde não há regras e nem macetes para vencer.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Apenas minha observação.


Quando o coração diz que sim, não adianta irmos contra e dizer que não, pois mais cedo ou mais tarde tudo acaba seguindo o percurso natural e aquilo que achávamos não querer que acontecesse, acontece, se tornando a essência dos nossos dias.


Hoje a noite (como todas as outras noites) eu quero te "ver" e mais uma vez pensar "Caraca, como eu adoro esse sorriso". Quero te deixar perplexo e sem saber o que falar. Quero te fazer ficar estático, apenas observando.
Quero apenas um encontro, o mais breve, se isso for possível.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Uma entre tantas ...

Essa é uma daquelas músicas que quando você gosta, não consegue parar de ouvir.
É uma daquelas que você se identifica totalmente com a letra e canta o mais alto que pode, só para mostrar para você mesmo que é bem isso que lhe acontece.
Ela se torna sua verdade, seu lema e seu modo de vida.
Enfim, chega de rodeios.

Quase sem Querer - Renato Russo
(Ainda prefiro ela na versão da Maria Gadú)


Tenho andado distraído,impaciente e indeciso.
Ainda estou confuso, só que agora é diferente,
Tô tão tranqüilo e tão contente.
Quantas chances desperdicei
Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo o mundo
Que eu não precisava
Provar nada pra ninguém.

Me fiz em mil pedaços
Pra você juntar
E queria sempre achar
Explicação pro que eu sentia.
Como um anjo caído
Fiz questão de esquecer
Que mentir pra si mesmo
É sempre a pior mentira.

Mas não sou mais
Tão criança a ponto de saber tudo.
Já não me preocupo
Se eu não sei porquê
Às vezes o que eu vejo
Quase ninguem vê
E eu sei que você sabe.
Quase sem querer
Que eu vejo o mesmo que você.

Tão correto e tão bonito
O infinito é realmente
Um dos deuses mais lindos.
Sei que às vezes uso
Palavras repetidas
Mas quais são as palavras
Que nunca são ditas?

Me disseram que você estava chorando
E foi então que percebi
Como te quero tanto.

Já não me preocupo
Se eu não sei porquê
Às vezes o que eu vejo
Quase ninguém vê
E eu sei que você sabe
Quase sem querer
Que eu quero o mesmo que você.

domingo, 25 de setembro de 2011

Nenhum de nós


Um coração partido, lágrimas que escorrem pelos buracos de um rosto ferido, uma angústia que emergi pelas frestas de uma parede corporal e ainda há uma tristeza que consegue entrar pelo menor orifício possível.
A vida escorre pelas mãos, os olhos vermelhos de tanto sofrimento não respondem ao sorriso forçado que surge para esconder a verdadeira face, só quem não vê só o superficial que é capaz de enxergar a realidade e a intensidade do sentimento.
Às vezes a tristeza serve mais de inspiração do que a felicidade, parece que sentimos a necessidade de compartilhar a dor, o sofrimento e as agonias.
Uma olhada rápida no perfil de quem te magoou é o suficiente para trazer à tona todas as lembranças de um sonho acabado, sei que não há mais o que olhar, mais eu ainda insisto, na esperança de encontrar algo que mude essa realidade.
Sua indiferença me machuca, atingi o mais fundo possível, em você apostei todas as minhas fichas, depositei tudo aquilo que havia guardado, o meu mais puro e sincero sentimento, aquilo que considerava meu tesouro e você não deu valor.
Hoje, nada disso importa, sua vida seguiu como se nada tivesse acontecido, já a minha, teve que ser reconstruída. O mais engraçado é que sempre falamos que não vamos cair nessas armadilhas, podemos até fazer diferente, mudar de tática para não correr o risco, mas nunca estaremos livres da possibilidade.
Sei que prometi seguir em frente e assim estou fazendo, mas é impossível para mim deixar de olhar para trás ou simplesmente, esquecer tudo o que estava sendo construído.
É uma pena, eu sei, mas não quero pena de ninguém, eu fiz, eu errei, eu cai, mas me levantei, vou em frente, feliz ou não, isso não me importa, mas sim vivendo, isso sim, vivendo!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Apenas um sonho em uma realidade.


Eu dormia no sofá quando um barulho me acordou, olhei o relógio que marcava 16 horas. Estava meio atordoada ou tonta, não sei definir bem o que sentia, mas uma vontade de sair do apartamento me dominou, peguei meu celular, abri a porta e quando percebi estava subindo as escadas até o ultimo andar, é claro que em um prédio de 15 andares se tem um elevador, mas não vi necessidade de usá-lo, pois eu só teria que subir 5 andares e depois um breve escada que dava no terraço.
Quando finalmente estava lá em cima, observando a cidade, percebi que eu ainda estava com a roupa de dormir, um short curtinho rosa e uma camiseta grande, que quase tampava meu short, além de estar descalça e com frio. Um vento gelado cortava meu rosto e minha respiração parecia se acalmar aos poucos, como se estivesse desistindo de tentar me aquecer, os pêlos dos meus braços estavam arrepiados e uma sensação de tranqüilidade, serenidade e paz tomou conta de mim. Apesar do frio que estava fazendo, eu não pensava em sair dali.
O céu estava escuro, em um tom de cinza e com algumas nuvens em um tom mais claro, pássaros tentavam voar por ali, mas nem eles queriam se arriscar tanto, pois uma tempestade se formava logo adiante. Meus pensamentos voavam junto com o vento, meu coração batia em um ritmo acelerado, indo contra todas as sensações do meu corpo e minha cabeça martelava coisas de minha vida. Eu sentia que estava em um lugar estranho, não estranho para os meus olhos ou para as minhas memórias, mas para o meu coração. Finalmente percebi o que ele tentava me dizer com o bater descontrolado, era a saudade que estava ali, junto a mim e ao frio.
Eu olhava para o horizonte e filmes passavam em minha cabeça, sabia o que tinha de fazer e agora percebia que minhas pernas estavam tremendo, será o frio? Não, era por causa de um medo, um medo que não entendi o porquê da existência dele, mas eu tinha que sair dali agora. Uma lagrima escorria agora pelo meu rosto e eu tinha certeza pra quem ela era, mas não quis pensar no nome e nem em como é sua face, apenas a ignorei e desci as escadas lentamente, me apoiando no corrimão, até que finalmente cheguei ao apartamento, que também estava frio, pois eu esqueci a janela aberta, não liguei para esse detalhe, meu corpo já estava todo gelado mesmo.
Fechei os olhos olhando para fora e quando abri, percebi que estava no sofá e que ainda estava acordando, olhei para o relógio, marcava 16:15.
Tudo não passou de um sonho, mas meu coração ainda estava acelerado, uma lagrima secava lentamente em meu rosto e a saudade se fazia presente na sala.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Nostalgia


Daqui onde me encontro a noite esta quente e silenciosa, pela janela tento captar qualquer mínimo sinal de movimento que possa vir de fora, a rua ainda esta meio úmida, secando os vestígios do que foi uma chuva, parece não querer que nenhum automóvel ande por ela, querendo manter esse silencio que agora só é quebrado pelo cantarolar dos grilos.
Uma brisa leve voa entre as árvores, como se quisesse se comunicar com alguém, tudo parece ter sido milimetricamente planejado, a não ser pelo céu que ainda se mostra autoritário e esconde o brilho das estrelas e da lua, mantendo-se coberto por nuvens que estão em um tom avermelhado, um tanto sombrio para essa noite.
As luzes dos postes uma por uma vão se apagando, porque o amanhecer já se aproxima e entre a noite que ainda se estende pelas ruas, dividindo seu espaço com o clarear do céu, cachorros aparecem e parece que estão gostando de brincar por ali, mas aos poucos vão seguindo um rumo e sumindo de minhas vistas.
Hoje parece que será um dia bonito e quente, com o céu brilhando em sua melhor forma.

terça-feira, 10 de maio de 2011

S2


Eu só queria que vocês estivesse aqui agora ...

Tenho medo disso que estou sentindo, esta acontecendo tudo tão rápido. Meu medo é por estar acreditando em algo fantasioso, algo que não será minha realidade, mas ao mesmo tempo, anseio para que tudo isso passe cada vez mais rápido, pois só assim eu terei você. O medo e o desejo, se misturam e se fundem, formando um só sentimento, a paixão.
‘Coração apaixonado é bobo!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Despedida


Bem pessoal, como já sabem agora é definitivo, vou embora para minha terra natal. Deixarei uma parte da minha família, todos os meus amigos e com certeza, um enorme pedaço do meu coração aqui.
Agradeço por todos os momentos vividos em Cuiabá, esse lugar que me acolheu, que foi minha casa, onde fui criada, tudo o que vi e sei, consegui aqui.
Agradeço pelos meus amigos, que estiveram ao meu lado e aqueles que nem sempre puderam estar lá, só quero que saibam que todos têm um lugar especial em meu coração e nunca, esquecerei o que vivi nessa terra que faz o maior calor. Nem mesmo as dificuldades serão esquecidas e com certeza serviram para me ajudar a amadurecer.
Hoje me sinto feliz em dizer que morei em Mato Grosso, é a terra de pessoas hospitaleiras, pude aprender na prática o que é isso e amanhã mostrarei para aqueles que encontrar pelo caminho.
Não sei se posso dizer que estou feliz ou triste, mas sei que estou com os dois sentimentos e vocês sabem o porquê, alias, estou com uma pontada de medo também, o novo, o desconhecido sempre nos amedronta no inicio, não é mesmo?
Só peço, torçam por mim, que torço por todos que passaram pela minha vida, não guardo inimizades, mas mágoa não da para apagar, só o tempo cura essas marcas e acreditem, não influencia no carinho que tenho por vocês.
Sei que para alguns a minha ida será sofrida e saudade é inevitável, sinto todos os dias por ter que fazer isso, mas cada um segue o caminho que acha ser melhor, nada como arriscar.
Sinto por ficar longe da minha mãe depois de 17 anos tendo ela como meu porto seguro, minha amiga, meu exemplo, minha deusa. Sinto por ficar longe do meu irmão Jhou, apesar das brigas, eu o amo e nos tornamos tão amigos, companheiros e confidentes. Sinto por ficar longe da minha vovó, pois tenho certeza que ela sentirá tanto a minha ausência, pelas minhas tias, que junto com a minha mãe me educaram e criaram, oferecendo tudo o que era possível. Sinto por ficar longe da minha Pretinha, essa coisa fofa, linda, inseparável, minha filhinha e minha cadelinha assanhada. Sinto por ficar longe dos meus amigos do peito, de alma, aqueles que são como irmãos, mas que foi Deus que os colocou em minha vida.
Enfim, deixa eu parar por aqui, já esta ficando meloso demais.
Espero cada um de vocês em minha casa lá em Uberlândia. Beijos!

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Partida


Depois de um tempo tudo acaba. Não que os amigos sejam esquecidos ou as coisas vividas sejam apagadas, mas a gente muda, as pessoas mudam e seguimos nosso caminho, fazemos o que temos em mente, colocando em prática nossos planos.
Mudamos de casa, de bairro, de cidade, de estado ou até mesmo de país. Buscamos o que queremos ou o que achamos que nos é melhor e fazemos da melhor forma que encontramos. Deixamos pessoas queridas e que realmente amamos, são alguns dos sacrifícios que encontraremos no caminho, mas a esperança de que seremos recompensados nos ajuda, pois estamos mudando algo.
O desconhecido sempre irá nos assustar, não sabemos o que encontraremos logo ali na frente, não sabemos com qual tipo de pessoa teremos que lidar. Deixar seu porto seguro, o lugar onde você cresceu, que conhece como sua casa, não é fácil. Afastar-se da família e dos amigos é a parte mais dolorosa, ficar longe daqueles que são seus, também não é fácil, mas quem disse que seria, não é?
Arriscar, essa é palavra, melhor tentar do que ficar com aquela duvida para sempre, é assim que penso e é assim que faço, sei que não será mais a mesma coisa, partirei deixando meu coração aqui e carregando as melhores lembranças da minha vida, sonhando com um futuro incerto, cheio de sonhos que anseiam por realizações.
Muito tempo passou desde a ultima vez, mas não terei medo, estarei em casa de certa forma, só sei que a magia de algo novo esta batendo em minha porta e não quero desistir ou deixá-la escapar, irei e prometo contar como o bater do meu coração vai estar.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

É preciso ...


Sabe quando você esta rodeada de pessoas e sua vida esta sempre animada, mas no fundo é como se você estivesse só no mundo e sem ter o que fazer? Sim, eu sei que isso é clichê, é comum ouvir as pessoas dizerem, mas é incrível o tanto que essa situação pode se tornar real. Muitas vezes não queremos aceitar, fingimos estarmos bem, realizados e completamente felizes, mas sabemos que estamos vivendo a felicidade dos outros e só sua alma sabe o quanto essa “felicidade” não faz parte de você, e de alguma forma, perceberá que tudo não passa de uma mentira.
Sentada aqui no chão do fundo da minha casa pensei sobre isso, olhando para a lua, esses pensamentos invadiram minha mente, sei que ouvi algo sobre drogas no rádio e um carro na rua tacava algo sobre amores, já no meu quarto, em frente ao computador minha mãe e minha avó riam das fotos tiradas na ultima viagem e se perguntavam como nós jovens temos coragem de fazer tantas coisas, pois para elas é tudo tão radical. Sei que nem elas estão realmente satisfeitas com a vida que levam ou com os problemas que elas têm de enfrentar todos os dias, mas estavam lá, rindo do pouco que era oferecido.
Agora, no meu quarto ouço algumas músicas de Mr. Big, confesso que adoro o som deles e viajo ouvindo, entrando em um estado materializado por mim, se tornando único ao meu modo. Confesso também que não sei bem o que estou fazendo aqui, mas queria estar aqui, precisava estar.
Nos últimos meses a felicidade não esteve tão presente em minha vida, mas não reclamo, sei que é assim que tem que ser. Um amigo me disse certa vez que cada um tem sua história, que para cada pessoa o caminho é diferente e muitas vezes, a dor pode ser alta, acabei percebendo que é isso que faz a diferença na vida de cada um, o que viveu, o que aconteceu e mesmo que não aceitemos, o que sofremos é o principal, afinal, todos nós sabemos que é daí que tiramos boa parte do nosso aprendizado e crescimento.
É aí que voltamos à pergunta inicial, quem nunca se sentiu só assim? Acho que todos já tiveram seu momento de solidão em um mundo tão cheio, é assim que nos formamos e nós tornamos o que temos que ser, nada é um mar de rosas, nada é tão perfeito e nada é tão bom quanto à sensação de descoberta, descoberta do seu eu e do seu lugar nesse mundo.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Uma singela homenagem ...


Ufa! Três anos se passaram e agora temos direito de selar de uma forma especial.

Após muita leitura nas aulas da Lui, muita tensão nas provas de Biologia e Química, algumas contas insuportáveis nas aulas de Matemática e 400 horas de Estágio Obrigatório aqui estamos nós. Concluímos mais uma etapa de nossas vidas. Entre lutas e discussões nos salvamos. Foram vários finais de semanas perdidos, noites sem dormir, refeições mal feitas, dias inteiros passados na escola e broncas de professores por não ficarmos quietos.
Estudar no Cefet foi intenso, inexplicável e incomparável. Assim foi esse tempo em que estivemos unidos. Um período no qual descobrimos o mundo: estudamos, brincamos, aprendemos, sorrimos todos juntos, alunos, funcionários e professores. Vivemos intensamente muitos momentos alegres, produtivos, positivos e inesquecíveis. Momentos esses que sabemos que permanecerão em nossas vidas, como uma marca muito agradável em nossos corações. Cativamos e fomos cativados.
Responsabilidades aprendemos a ter. Responsabilidade com nossas palavras, com nossas atitudes, com toda a nossa vida. Responsabilidade, ao contrário do que muitos dizem, é liberdade. Liberdade de escolher nosso próprio caminho e de defender de maneira racional interesses em prol da coletividade, pois tivemos verdadeiras lições de uma arte chamada companheirísmo. Liberdade de trilhar veredas possíveis e impossíveis. Escolher o destino. O futuro. Nossa escola nos preparou para isso. O que somos hoje é, em grande parte, fruto do caminho percorrido.
Tivemos a oportunidade de conviver com todos os tipos de pessoas. Dentre elas, muitos alunos destacaram-se. Alguns como questionadores, outros pela capacidade de expressão e liderança, outro pela organização e pontualidade. Há também aqueles que foram verdadeiros exemplos de dedicação e persistência. E como não poderia faltar, aqueles responsáveis por alegrar todas as aulas e motivar os amigos.
Ahh, as amizades… Essas, não precisamos nem comentar, pois sem dúvida são sinceras repletas de carinho e dedicação. E a todos esses queridos amigos com quem não conviveremos mais diariamente nessa nova fase da vida, só temos a dizer muito obrigado. Até mesmo nos momentos de adversidade, aprendemos. Aprendemos a ser mais humildes e a trabalhar em equipe.
Portanto, se durante esses três anos você não quis pular na piscina escondido, matar uma aula, pedir para o professor tirar sua falta, aprender a jogar truco, responder aquela pergunta, só para dar um de “nerd”, conversar durante a aula, tomar bronca, sentar na cantina para tomar coca-cola ou simplesmente, para ficar conversando, perdeu! Agora, se você fez tudo isso e com muito orgulho, curta a saudade, reencontre os amigos e professores e lembre-se que essa foi uma das melhores épocas da sua vida. Pois os momentos e as pessoas são únicos.
O mais importante na escola que estamos deixando agora não são os conteúdos estudados e eventualmente aprendidos, embora eles bem sejam úteis, muito menos as notas, este câncer que insiste em permanecer nas escolas. O mais importante foram às amizades que nós construímos aqui, as alegrias e também as tristezas partilhadas, as competências desenvolvidas no ato de viver em colaboração e de agir com solidariedade.
Para finalizar, gostaria de enfatizar que esse momento não é um momento de tristeza porque estamos nos despedindo. Esse é um momento de reflexão e de aceitação. De olhar para frente, é um momento de admitir que a vida de cada um de nós é feita de fases, afinal, tudo muda. O mundo muda e nós também mudamos. Amadurecemos. Não devemos nos entristecer porque as coisas acabaram, e sim agradecermos porque elas existiram. Aliás, nada aqui acabou, muito pelo contrário, esse é somente o começo, o ponto de partida para uma geração com vontade e disposição para mudar as coisas. Mudar a própria sina, mudar a realidade que nos cerca. Chegou à vez dessa geração, da nossa geração, mostrar para o mundo lá fora que tipo de ensinamento que recebemos. Chegou a hora e a vez de mostrar nossa cara, mostrar que o Cefet, pois sim, para nós será sempre Cefet, não é só uma escola, é também nossa casa.
Hoje agradeço profundamente por ter entrado aqui, pois tive a oportunidade de conhecer todos vocês e que por mais que não tenhamos intimidade com todos, é claro que jamais esqueceremos um dos outros, afinal esse três anos foram marcantes na vida de cada um e ficarão para sempre em nossas lembranças.
Se possível destacaria uma característica de cada um, mas não sei se conseguia dizer tudo, pois nada consegue resumir o que foram esse três anos convivendo com vocês. Só quero agradecer por todos os dias, por todas as histórias divididas, pelas rodas de truco, pelas colas nas provas e mais ainda, pela amizade de cada um, que com certeza guardaremos para sempre.
Sei que todos têm algo para dizer, pois a cada corredor, a cada banco, a cada beco e a cada metro quadrado da escola histórias foram construídas, todos temos uma época que marcou mais, um amigo que chamou mais atenção, uma festa que é sempre recordada. Enfim, falar de Cefet é falar de companheirismo, de amizades, de farras e de união.
Obrigada gente por tudo e se me perguntassem se eu gostaria de mudar alguma coisa nesses três anos, se trocaria de turma, eu diria que não com toda a certeza, pois com vocês os dias sempre foram os melhores, pois saber que a cada dia veria vocês e que poderia proporcionar novos sorrisos e histórias, não tinha e não tem preço.

Obrigada turma, obrigada 7631.3 A!

sábado, 4 de dezembro de 2010

Por Enquanto


A ansiedade começa a tomar conta, um desejo que de longe percebe-se em mim, o querer já não é só um sonho e a realidade já não esta tão distante assim.
Vejo fotos e ouço comentários, mas o meu conceito ainda não esta bem formado, pois eu nunca vi e se vi, não lembro. Quero poder rir, contar histórias, dormir ou até mesmo chorar, tudo por estar ali, fazendo daqueles momentos eternos.
Em minha lembrança ficará para sempre, algo que não saberei explicar, os dias serão mágicos tenho certeza e as horas só de sacanagem passarão rápido, me obrigando a agir e a fazer tudo aquilo que planejei, a intensidade como tudo acontecerá não me assustará, pois foi assim que quis desde o dia em que decidir ir e conhecer.
A vista, o pôr do sol, a brisa, o caminho até a praia, a companhia, os coqueiros, a areia, as pessoas caminhando e o meu lindo sonho se realizando. Tudo parecerá inacreditavelmente arquitetado e moldado pelo destino, pelas escolhas feitas e pelo o carinho que foi sendo alimentado, antes mesmo de tudo acontecer.
Não sei como será depois e nem procuro pensar, sei que a vontade de permanecer lá se tornará maior, mas prefiro pensar que além do querer, será lembrar de todas as coisas vividas, dos amigos feitos, das músicas tocadas, dos abraços dados e dos beijos roubados.
E mais do que querer ver a praia, é querer te ver e isso sim, quero para sempre, ter vivo em minhas lembranças, como um fogo que nunca se apaga dentro de um coração apaixonado.