segunda-feira, 28 de maio de 2012

Alecrim

Um campo aberto. Árvores altas em alguns lugares. Um rio com queda d'água. Um abraço simples. Uma borboleta. Um indígena. Um amor. Uma união surpreendente e uma história sem fim. Uma metáfora mal feita em uma realidade apaixonante. Vivendo e Realizando. Vivendo a nossa realização. Boa noite!

terça-feira, 6 de março de 2012

Fantasia


Tic – tac, tic – tac, o relógio na parede do meu quarto canta. Eu deito na minha cama apreciando esse som, fecho os olhos e meus pensamentos voam para longe dali, encontrando vários rostos que não reconheço, a meia que esta no meu pé não o aquece e o gelar dos dedos me leva a um lugar idealizado em meus sonhos. O lugar é frio, a neblina começa a cobrir tudo quase que instantaneamente, os tons vivos e vibrantes se transformaram, tudo esta preto e branco.
Alguém passa correndo por mim e esse alguém sou eu. Estou vendo meu próprio reflexo em um sonho, onde aparentemente eu participo duplamente, isso é possível? Quem poderá dizer que não, afinal, se trata do meu sonho, minha mente comanda tudo. Pode chamar de fantasia, loucura ou insanidade não me importa.
São tempos difíceis, tudo parece estranho, algumas certezas carrego comigo, mas ainda me sinto confusa e não nego. Um sonho real (para mim), ainda sinto o gelar dos dedos. Não vejo mais as cores. Pessoas estranhas estão por perto, mas e eu? Eu estou correndo, desesperada, perdida, estou à beira da loucura e nada posso fazer.
Vejo um penhasco, uma brisa suave passar pelo meu rosto, jogando aos poucos meu cabelo para trás, sinto uma enorme vontade de pular, para poder desfrutar pelo menos um pouco daquela sensação de liberdade e quem sabe assim as coisas mudam para mim. Eu pularei. Eu pulei. Eu voei. Eu me libertei e por fim, eu acordei. Acordei, mas não sei onde estou, quarto estranho, pessoas estranhas, alguém toca em mim, novamente volto a dormir, não me importa mais nada agora, a verdade foi descoberta, todos os estranhos ali estão na mesma situação que eu. Estamos todos mortos, finalmente.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Retrospecto dos meses



Janeiro: férias, amigos novos, mãe, irmão, viagem, lugares legais, praia, novas paixões, familiares distantes e nova visão das coisas.

Fevereiro: continuação das férias em casa, revendo os amigos, saindo, brigando, mudando o meu caminho e encontro com o João, meu padrasto.

Março: mais decisões, volta as aulas na minha antiga escola, encontro com o meu irmão Rogério, despedidas, conversas, choros, compra da passagem, mudança para Uberlândia - MG, família e festa.

Abril: encontros e desencontros, projetos, desespero, familiares doentes, tristeza, nostalgia, azar, má sorte e papos pelo msn (amizade com escravos pantaneiros).

Maio: esperança, prova, resultado da Universidade, decisões, problemas, choro, mais problemas, revolta, aniversário, uns foda-se, família inútil, briga, caminhada, namoro a distância, bebedeira e truco.

Junho: desistindo da faculdade antes mesmo de começar, problemas, uma decisão definitiva, brigas, meu aniversário, o pior de todos, cunhada solidária, vinho, ligações, dormir, compra de passagem, volta para Cuiabá, dia dos namorados, tristeza, amor pela minha mãe e revendo amigos.

Julho: prova, cursinho, amigos, coisas mais suaves, algumas decisões, poucas ações e como de costume, problemas, principalmente familiar.

Agosto: fiquei doente, muito doente, aulas noturna, amizade colorida, momentos felizes, festa, morte, desespero, perda de um grande amigo, choro, aniversário, tristeza e os problemas persistem.

Setembro: vou me mudar novamente, depois do enem, fim do namoro, mais tristeza, mais choros e mais problemas, fiquei doente mais uma vez, cancelamento das aulas noturnas, estudos, foco, aniversário da minha mãe, coisas aparentemente melhor.

Outubro: decisões, vou para São Paulo, brigas, medo, insegurança, amigos, festa, aniversário do Jhou, prova do enem, dor de cabeça, arrumar as malas, ir ao shopping, chorar de rir, não querer partir, voo, finalmente em São Paulo, conversa pelo msn.

Novembro: prova, passei no vestibular, matricula, outros problemas apareceram, me apaixonei, fiquei doente, chorei, tomei injeçãoes, papo sério com um amigo, alguns conflitos, superação, felicidade, chuva, mais felicidade, estou enrolada com ele, estou em Atibaia, é definitivo, ele vem para SP, de volta para PG, pessoas brigando, falta de dinheiro , medo, quero minha mãe, saudade e ansiedade.

Dezembro: ele chegou, foi lindo! Oficialiazamos o namoro. Corinthians campeão, "aí que delícia!" Aproveitando cada momento, probleminhas, risos, sim, eu o amo, fome, sexo, remédio, 1 mês, comida finalmente, praia, sair, fotos, tristeza, ele se foi. Problemas, problemas e mais problemas aparecendo, superei, engoli sapos, dei banho em um cachorro, fiquei sem comer, véspera da véspera do Natal (23), praia, calor, sol, suor, protetor solar, água doce, água salgada, areia, casa, véspera de Natal (24), praia novamente, mais calor e mais sol, torrando, fiquei vermelha, cor do pecado, ceia, tristeza, nostalgia, sentindo a ausência de duas pessoas, volta para casa, briga, choro, taquei o foda-se, dormi mal, falei com mamis, decicões, Natal (25), fiz as malas, sai de casa, me refugiei na casa de um amigo, fui para Atibaia, família, criança (1 ano e 2 meses), sorrisos, me sinto melhor, saudade esta grande, final de semana será a virada do ano, festa e bebedeira, sentirei falta dela (mãe), dele (namorado) e deles (amigos).

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Pensamentos


Hoje, meu pensamento voou de encontro ao seu, mas no lugar dele encontrei você, em sua forma humana, sentado no escuro da noite em sua sacada, pensando, respirando, sobrevivendo. Quis te abraçar, mas não pude, afinal, era só o meu pensamento que estava ali, apenas te observei e ri, senti e vi você crescendo dentro de mim. Foi forte e bom.
Você andou até sua cama e eu estava lá, ao seu lado, deitada, você não me via e nem se quer imaginava que estaria ali, simplesmente sentiu e adormeceu. Te vi dormir, te vi sonhar, te vi sorrir.
O amanhecer já queria bater em sua porta, significando que a minha hora estava chegando, teria que voltar para mim, para a minha realidade longe de ti, teria que te deixar, eu não quis, resisti e chorei.
Estar ao seu lado era o que mais me importava naquele momento, porém uma força maior agiu em mim, eu voltei, estava em casa, sozinha, como todas as outras noites, dos meus olhos uma lagrima escorria. Eu queria ser única para você, queria fazer você acreditar nisso.
A lembrança de ter deitado contigo permanecerá em minha cabeça o resto do dia, a lembrança de algo que não aconteceu, a lembrança de um sonho, de um desejo.


Hoje, quando fui dormir, deitei e senti seu pensamento se deitando comigo, simplesmente senti, sorri e adormeci, com a certeza que você estava ali.

sábado, 5 de novembro de 2011

Vamos jogar um jogo?


Não somos nós que decidimos nada, apenas achamos que isso acontece. A vida brinca com a gente, com o que queremos, com os sentimentos e com os nossos sentidos. Chegamos ao limite muitas vezes, mas nunca paramos.
Nem sempre buscamos essas coisas, mas elas surgem e por quê? Para mascarar algo, para desenrolar outro nó ou simplesmente, para nos maltratar.
Como eu odeio a distancia, ela me impede de concretizar desejos, vontades, sonhos, de saciar a saudade, me impede de poder viver “isso” (que eu ainda não sei o que é), “isso” que eu só descobri ou só senti por causa dela. (agora eu te adoro dona distancia) ~inconstante eu? Mera impressão sua~
Brincalhona, brincante, esperta, malandra, não sei, só sei que ela (vida) brinca e joga comigo. Joga da forma mais suja, blefando e me enrolando, mas sinceramente, eu não ligo, eu até gosto e sabe por quê? Porque da um gostinho diferente a tudo, da UP nas sensações ainda desconhecidas, me da tesão, me da vontade de continuar e quem sabe um dia, eu ainda consiga vencer esse jogo, onde não há regras e nem macetes para vencer.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Apenas minha observação.


Quando o coração diz que sim, não adianta irmos contra e dizer que não, pois mais cedo ou mais tarde tudo acaba seguindo o percurso natural e aquilo que achávamos não querer que acontecesse, acontece, se tornando a essência dos nossos dias.


Hoje a noite (como todas as outras noites) eu quero te "ver" e mais uma vez pensar "Caraca, como eu adoro esse sorriso". Quero te deixar perplexo e sem saber o que falar. Quero te fazer ficar estático, apenas observando.
Quero apenas um encontro, o mais breve, se isso for possível.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Uma entre tantas ...

Essa é uma daquelas músicas que quando você gosta, não consegue parar de ouvir.
É uma daquelas que você se identifica totalmente com a letra e canta o mais alto que pode, só para mostrar para você mesmo que é bem isso que lhe acontece.
Ela se torna sua verdade, seu lema e seu modo de vida.
Enfim, chega de rodeios.

Quase sem Querer - Renato Russo
(Ainda prefiro ela na versão da Maria Gadú)


Tenho andado distraído,impaciente e indeciso.
Ainda estou confuso, só que agora é diferente,
Tô tão tranqüilo e tão contente.
Quantas chances desperdicei
Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo o mundo
Que eu não precisava
Provar nada pra ninguém.

Me fiz em mil pedaços
Pra você juntar
E queria sempre achar
Explicação pro que eu sentia.
Como um anjo caído
Fiz questão de esquecer
Que mentir pra si mesmo
É sempre a pior mentira.

Mas não sou mais
Tão criança a ponto de saber tudo.
Já não me preocupo
Se eu não sei porquê
Às vezes o que eu vejo
Quase ninguem vê
E eu sei que você sabe.
Quase sem querer
Que eu vejo o mesmo que você.

Tão correto e tão bonito
O infinito é realmente
Um dos deuses mais lindos.
Sei que às vezes uso
Palavras repetidas
Mas quais são as palavras
Que nunca são ditas?

Me disseram que você estava chorando
E foi então que percebi
Como te quero tanto.

Já não me preocupo
Se eu não sei porquê
Às vezes o que eu vejo
Quase ninguém vê
E eu sei que você sabe
Quase sem querer
Que eu quero o mesmo que você.

domingo, 25 de setembro de 2011

Nenhum de nós


Um coração partido, lágrimas que escorrem pelos buracos de um rosto ferido, uma angústia que emergi pelas frestas de uma parede corporal e ainda há uma tristeza que consegue entrar pelo menor orifício possível.
A vida escorre pelas mãos, os olhos vermelhos de tanto sofrimento não respondem ao sorriso forçado que surge para esconder a verdadeira face, só quem não vê só o superficial que é capaz de enxergar a realidade e a intensidade do sentimento.
Às vezes a tristeza serve mais de inspiração do que a felicidade, parece que sentimos a necessidade de compartilhar a dor, o sofrimento e as agonias.
Uma olhada rápida no perfil de quem te magoou é o suficiente para trazer à tona todas as lembranças de um sonho acabado, sei que não há mais o que olhar, mais eu ainda insisto, na esperança de encontrar algo que mude essa realidade.
Sua indiferença me machuca, atingi o mais fundo possível, em você apostei todas as minhas fichas, depositei tudo aquilo que havia guardado, o meu mais puro e sincero sentimento, aquilo que considerava meu tesouro e você não deu valor.
Hoje, nada disso importa, sua vida seguiu como se nada tivesse acontecido, já a minha, teve que ser reconstruída. O mais engraçado é que sempre falamos que não vamos cair nessas armadilhas, podemos até fazer diferente, mudar de tática para não correr o risco, mas nunca estaremos livres da possibilidade.
Sei que prometi seguir em frente e assim estou fazendo, mas é impossível para mim deixar de olhar para trás ou simplesmente, esquecer tudo o que estava sendo construído.
É uma pena, eu sei, mas não quero pena de ninguém, eu fiz, eu errei, eu cai, mas me levantei, vou em frente, feliz ou não, isso não me importa, mas sim vivendo, isso sim, vivendo!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Apenas um sonho em uma realidade.


Eu dormia no sofá quando um barulho me acordou, olhei o relógio que marcava 16 horas. Estava meio atordoada ou tonta, não sei definir bem o que sentia, mas uma vontade de sair do apartamento me dominou, peguei meu celular, abri a porta e quando percebi estava subindo as escadas até o ultimo andar, é claro que em um prédio de 15 andares se tem um elevador, mas não vi necessidade de usá-lo, pois eu só teria que subir 5 andares e depois um breve escada que dava no terraço.
Quando finalmente estava lá em cima, observando a cidade, percebi que eu ainda estava com a roupa de dormir, um short curtinho rosa e uma camiseta grande, que quase tampava meu short, além de estar descalça e com frio. Um vento gelado cortava meu rosto e minha respiração parecia se acalmar aos poucos, como se estivesse desistindo de tentar me aquecer, os pêlos dos meus braços estavam arrepiados e uma sensação de tranqüilidade, serenidade e paz tomou conta de mim. Apesar do frio que estava fazendo, eu não pensava em sair dali.
O céu estava escuro, em um tom de cinza e com algumas nuvens em um tom mais claro, pássaros tentavam voar por ali, mas nem eles queriam se arriscar tanto, pois uma tempestade se formava logo adiante. Meus pensamentos voavam junto com o vento, meu coração batia em um ritmo acelerado, indo contra todas as sensações do meu corpo e minha cabeça martelava coisas de minha vida. Eu sentia que estava em um lugar estranho, não estranho para os meus olhos ou para as minhas memórias, mas para o meu coração. Finalmente percebi o que ele tentava me dizer com o bater descontrolado, era a saudade que estava ali, junto a mim e ao frio.
Eu olhava para o horizonte e filmes passavam em minha cabeça, sabia o que tinha de fazer e agora percebia que minhas pernas estavam tremendo, será o frio? Não, era por causa de um medo, um medo que não entendi o porquê da existência dele, mas eu tinha que sair dali agora. Uma lagrima escorria agora pelo meu rosto e eu tinha certeza pra quem ela era, mas não quis pensar no nome e nem em como é sua face, apenas a ignorei e desci as escadas lentamente, me apoiando no corrimão, até que finalmente cheguei ao apartamento, que também estava frio, pois eu esqueci a janela aberta, não liguei para esse detalhe, meu corpo já estava todo gelado mesmo.
Fechei os olhos olhando para fora e quando abri, percebi que estava no sofá e que ainda estava acordando, olhei para o relógio, marcava 16:15.
Tudo não passou de um sonho, mas meu coração ainda estava acelerado, uma lagrima secava lentamente em meu rosto e a saudade se fazia presente na sala.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Nostalgia


Daqui onde me encontro a noite esta quente e silenciosa, pela janela tento captar qualquer mínimo sinal de movimento que possa vir de fora, a rua ainda esta meio úmida, secando os vestígios do que foi uma chuva, parece não querer que nenhum automóvel ande por ela, querendo manter esse silencio que agora só é quebrado pelo cantarolar dos grilos.
Uma brisa leve voa entre as árvores, como se quisesse se comunicar com alguém, tudo parece ter sido milimetricamente planejado, a não ser pelo céu que ainda se mostra autoritário e esconde o brilho das estrelas e da lua, mantendo-se coberto por nuvens que estão em um tom avermelhado, um tanto sombrio para essa noite.
As luzes dos postes uma por uma vão se apagando, porque o amanhecer já se aproxima e entre a noite que ainda se estende pelas ruas, dividindo seu espaço com o clarear do céu, cachorros aparecem e parece que estão gostando de brincar por ali, mas aos poucos vão seguindo um rumo e sumindo de minhas vistas.
Hoje parece que será um dia bonito e quente, com o céu brilhando em sua melhor forma.